edv-diary
Ainda tenho fé no destino. Ainda acredito que o que tiver de acontecer vai acontecer.
Então eu parei de forçar a barra, parei de cobrar, parei de esperar. Seja o que for que tiver de ser pra mim, vai acontecer naturalmente.
Eu nunca gostei desse negócio de planejar certos acontecimentos importantes, não curto isso de dia pra isso dia pra aquilo.
Gosto mais quando simplesmente acontece, o coração acelera as palavras somem e você fica bobo e com cara de idiota e deixa o sentimento, a vergonha e a vontade te levar.
Muitas coisas que eu imaginei não aconteceram na minha vida, mas em compensação outras coisas que eu jamais poderia imaginar aconteceram, talvez esse seja mais um desses momentos. Em que eu paro de me lamentar pelo que não aconteceu e fico esperando na expectativa do que virá.
escondidadevc (via edv-diary)

Nunca fomos mais do que destroços de um acidente do acaso. Talvez eu tenha sonhado em excesso, como quando construía os efêmeros castelos que as ondas vinham beijar. Se princesa eu fosse, te abrigaria no meu reino. Como não sou, continuas em terras de ninguém. Sem tratados. Desabrocho a chorar sob a noite, sobre o copo que pela metade vai me completando. E eu ainda desabo sob os tetos sempre que fico sem chão.

Esses dias uma criança me deixou constrangida ao perguntar quantos anos eu tinha, respondi cheia de dedos que tinha vinte e um. E então ela curiosamente me atacou: você já é adulta? Ri e desconversei. A resposta estava na minha atitude, eu poderia ter sido sincera, como uma criança, mas não fui. Se fosse, diria sem o menor cuidado que abrir as asas ainda é uma tarefa muito difícil para mim. Mas, como todo bom adulto, passei por cima do assunto porque tinha mais o que fazer ao invés de ficar intimidada com uma criança enxerida. Naquele momento eu escolhi diante do miúdo. Quanto menor o ser, maior a alma. Parece que a gente vai deixando o que temos de mais sincero pra trás. No fundo, o que os adultos precisam de verdade é desaprender.

Esses dias uma criança me deixou constrangida ao perguntar quantos anos eu tinha, respondi cheia de dedos que tinha vinte e um. E então ela curiosamente me atacou: você já é adulta? Ri e desconversei. A resposta estava na minha atitude, eu poderia ter sido sincera, como uma criança, mas não fui. Se fosse, diria sem o menor cuidado que abrir as asas ainda é uma tarefa muito difícil para mim. Mas, como todo bom adulto, passei por cima do assunto porque tinha mais o que fazer ao invés de ficar intimidada com uma criança enxerida. Naquele momento eu escolhi diante do miúdo. Quanto menor o ser, maior a alma. Parece que a gente vai deixando o que temos de mais sincero pra trás. No fundo, o que os adultos precisam de verdade é desaprender.